A TERRA PREVALECERÁ (Maurício Ferreira Guimarães)

6 11 2008

A humanidade luta contra o relógio, apenas pela preservação do meio ambiente ou pela sua própria salvação? Como geólogo, trabalhado por 4 anos na prospecção mineral e 6 como consultor e analista de meio ambiente, percebo certo paradigma quando, em discussões sobre o meio ambiente, especialmente a respeito da conservação do patrimônio ecológico, algumas pessoas parecem se excluir, não importando-se, não com o seu futuro, mas com o de toda uma sua espécie.

Datada de cerca de 4,5 bilhões de anos, nosso planeta nem sempre foi do jeito como o conhecemos. Durante este período, transformações ocorreram por toda sua superfície. Montanhas se ergueram e foram destruídas. Mares abertos e fechados. Geleiras avançando e se retraindo. Os mesmos mecanismos que possibilitaram o surgimento da vida na Terra, também ocasionaram drásticas mudanças nos ecossistemas. Grande erupções vulcânicas, quedas e aumentos da temperatura, terremotos, inundações dentre outros verdadeiros cataclismos que ocorreram em escalas globais, alteraram clima e a composição da atmosfera, num vai e vem que exigiu com que as espécies evoluíssem, adaptando-se às novas condições de vida. Nem todas obtiveram sucesso nesta empreitada.

Hoje, o Homo sapiens, como fomos classificados, tem dado importante contribuição na evolução do planeta. Lançando poluentes que degradam, a uma velocidade assustadora, rios e a qualidade do ar, a Terra tem experimentado um modelo irracional de uso e ocupação territorial, utilização desordenada e desperdício dos recursos naturais, além de um crescimento populacional vertiginoso. Tudo isso em oposição ao conceito de Desenvolvimento Sustentável, o qual prega oferecer às gerações futuras, as mesmas oportunidades que temos hoje, mesmo acreditando que seria mais proveitoso se pudéssemos oferecê-las a Terra já de alguns anos atrás.

Espera-se que neste ritmo, daqui a algum tempo o ar se tornará irrespirável, a água, não mais naturalmente potável e a terra, incultivável. Não se trata apenas em trabalhar o futuro de florestas, rios e animais. É preciso que a humanidade compreenda que agindo de maneira irresponsável, poderá estar incluída na lista de espécies ameaçadas de extinção. Pode ser, entretanto, caso tenhamos sorte e sustentado pela Teoria da Evolução, que daqui a centenas ou milhares de anos, tenhamos uma nova aparência, evoluindo para uma nova raça humana. Desta forma, mesmo considerando a eventual possibilidade de sobrevida dada através de alguma tecnologia, o fim do Homo sapiens será inevitável. Por outro lado, o fato é que existe, como sempre existiu, uma chance para o planeta. Este não sucumbirá às elevadas concentrações de CO2 na atmosfera e muito menos à devastação das florestas e poluição de rios e mares. De alguma forma ele se ajustará às perturbações causadas pela “sociedade moderna”, mas depois que esta mesma sociedade se autodestruir, ele se recuperará afinal. A Terra já passou por situações muito piores e se restabeleceu. Sorte dela!

Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais…os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento”. (Charles Darwin) poluicaoatmosferica012


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