Serra do Cipó (Minas Gerais)

18 11 2008

A Serra do Cipó está localizada a 90 quilômetros a nordeste de Belo Horizonte, logo depois da cidade de Lagoa Santa, na região sul da Serra do Espinhaço, no divisor de águas das bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Doce, estado de Minas Gerais, Brasil

É um dos conjuntos naturais mais exuberantes do mundo. Sua história geológica é complexa e data do período pré-cambriano, com suas rochas arenosas que foram formadas por depósitos marinhos há mais de 1,7 bilhão de anos.

A diversidade da sua vegetação é altíssima e muitas espécies são encontradas somente ali. A fauna é representativa e abriga várias espécies ameaçadas de extinção. Para preservar este patrimônio natural, foi criado o Parque Nacional Serra do Cipó. São ao todo cem mil hectares de cerrados, campos rupestres e matas, além de rios, cachoeiras, cânions, cavernas e sítios arqueológicos preservados.

Localizado na região, o distrito de Serra do Cipó (antigo Cardeal Mota) se situa na bacia do Ribeirão Soberbo, tributário da bacia de drenagem do Rio Cipó, que dá nome à região. Pertence ao município de Santana do Riacho, cujo acesso se dá por estradas de terra batida em um trajeto de aproximadamente 30 quilômetros. Pela proximidade com o Parque Nacional, faz parte da região circunscrita à Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira.

O distrito de Serra do Cipó é cortado pela rodovia estadual MG-010, asfaltada em 1985, que o liga a Belo Horizonte e o articula com outras cidades do norte de Minas.

A transformação da Serra do Cipó vem se processando rapidamente, principalmente após a criação do Parque Nacional. A infra-estrutura para o turista conta hoje com estabelecimentos comerciais, inúmeros hotéis e pousadas, áreas de camping estruturadas.

Em geral é a beleza e pureza das águas que atraem o maior número de visitantes. Em decorrência do relevo acidentado observa-se a freqüente formação de cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais, que mantêm o seu volume de água constante durante quase todo o ano devido ao aspecto areno-rochoso do solo. Típicos também da região são os cânions, gargantas sinuosas e profundas que abrigam cachoeiras e poções em seu interior.

juquinha Uma das figuras mais conhecidas da Serra do Cipó é o lendário Corujão da Serra, o chamado Juquinha, cuja memória foi homenageada pela prefeitura com uma imponente estátua. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_do_Cipó)

Em toda a área da Serra do Cipó, existem várias cachoeiras e trilhas, algumas totalmente desconhecidas por turistas. Por isso aí vão algumas das principais cachoeiras e dar dicas de como chegar até elas:

cachoeira-grande Cachoeira Grande – é a de a de mais fácil acesso, e talvez por isso fique a maior farofa nos feriados.. Pode-se ir de carro (2,5 Km de estrada de terra), entrando à direita no Hotel Veraneio. O lugar possui infra-estrutura como: bar, estacionamento, aluguel de caiaques e área para churrasco. Custa 5 pratas a entrada . Poço Azul – caminhada de +/- 45 minutos a partir da Cachoeira Grande. A água é limpinha e parece um aquário natural. Vale a pena ir com alguém que conheça o caminho. Dá pra ir de bike , mas tem que ter uma certa habilidade. Cachoeira das Andorinhas – é difícil acesso e é necessária a companhia de um guia , pois é fácil se perder. São 2 horas de andada. Vale a pena ir de cavalo. Bike só pros “profissas”. Cachoeira da Farofa – fica dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó é uma das mais famosas. É aconselhável a companhia de um guia do parque, pois achar o caminho é meio difícil. A partir da portaria do parque, são +/- 2 horas de caminhada. A cavalo ou bike demora mais ou menos 45 minutos. Ribeirão Mascate – rio com águas cristalinas e com fundo de pedras. É passagem obrigatória para quem vai para o Canyon das Bandeirinhas. O Ribeirão Mascate possui á claras. Fica a +/- 8 Km da portaria do parque. O caminho é de trilhas e pode-se perder facilmente. Fica a 2 Km do canyon. Canyon das Bandeirinhas – É chamado de Canyon das Bandeirinhas porque é formado pela Serra das Bandeirinhas. É um lugar muito bacana, mas é longe pra caceta (de 3 a 4 horas de caminhada da portaria do parque). São 12 km de distancia, por isso o grande lance é ir de bicicleta. Cachoeira da Capivara – essa sim é uma cachoeira Jurassic Park. Ela fica a mais ou menos 1 hora de andada da Estátua do Juquinha. Quem vê de longe fica impressionado com o tamanho, mas maneiro mesmo é quando se chega perto e descobre que você só está vendo a metade dela, a outra metade fica pra baixo. (http://www.viagensmaneiras.com/viagens/serradocipo.htm)





Falta Apenas 1 Etapa para O Final do Campeonato

17 11 2008

imagemMais uma etapa do Campeonato IRONADVENTURE de Enduro a Pé foi realizada neste domingo (16/11/2008). Agora só resta uma para que seja conhecidos os campeões das categorias Graduados, Trekkers e Novato. Considerada uma prova de fácil a moderado esforço físico, bem como navegação a prova sediada pelo Parque Aquático Sindicato dos Mineiros (Honório Bicalho – Nova Lima/MG), esta se deu através de cerca de 7,5km debaixo de um sol forte durante aproximadamente 2h30min. A equipe NEANDERTAL, cuja formação fora: Maurício (Navegador), Ênio (Contador de Passos), Bruno Abraão (Tempo), Clebinho (Chipeiro) e Bruno Caballero (Suporte), teve um desempenho satisfatório, terminando em 6o. Lugar. Após esta etapa a NEADERTAL cai de 4o. para 5o. na classificação geral, a apenas 1 ponto da posição que ocupara e 29 do 6o. colocado. Agora chegou a hora da decisão! A próxima etapa, norturna, a ser realizada em Ouro Branco no dia 13/12, deverá ser encarada como a mais importante para equipe, exigindo toda concentração e dedicação de cada um dos integrantes da equipe. Seguem fotos do evento deste final de semana.  100_16692bbb07135 bbb07002100_1759100_1758

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A TERRA PREVALECERÁ (Maurício Ferreira Guimarães)

6 11 2008

A humanidade luta contra o relógio, apenas pela preservação do meio ambiente ou pela sua própria salvação? Como geólogo, trabalhado por 4 anos na prospecção mineral e 6 como consultor e analista de meio ambiente, percebo certo paradigma quando, em discussões sobre o meio ambiente, especialmente a respeito da conservação do patrimônio ecológico, algumas pessoas parecem se excluir, não importando-se, não com o seu futuro, mas com o de toda uma sua espécie.

Datada de cerca de 4,5 bilhões de anos, nosso planeta nem sempre foi do jeito como o conhecemos. Durante este período, transformações ocorreram por toda sua superfície. Montanhas se ergueram e foram destruídas. Mares abertos e fechados. Geleiras avançando e se retraindo. Os mesmos mecanismos que possibilitaram o surgimento da vida na Terra, também ocasionaram drásticas mudanças nos ecossistemas. Grande erupções vulcânicas, quedas e aumentos da temperatura, terremotos, inundações dentre outros verdadeiros cataclismos que ocorreram em escalas globais, alteraram clima e a composição da atmosfera, num vai e vem que exigiu com que as espécies evoluíssem, adaptando-se às novas condições de vida. Nem todas obtiveram sucesso nesta empreitada.

Hoje, o Homo sapiens, como fomos classificados, tem dado importante contribuição na evolução do planeta. Lançando poluentes que degradam, a uma velocidade assustadora, rios e a qualidade do ar, a Terra tem experimentado um modelo irracional de uso e ocupação territorial, utilização desordenada e desperdício dos recursos naturais, além de um crescimento populacional vertiginoso. Tudo isso em oposição ao conceito de Desenvolvimento Sustentável, o qual prega oferecer às gerações futuras, as mesmas oportunidades que temos hoje, mesmo acreditando que seria mais proveitoso se pudéssemos oferecê-las a Terra já de alguns anos atrás.

Espera-se que neste ritmo, daqui a algum tempo o ar se tornará irrespirável, a água, não mais naturalmente potável e a terra, incultivável. Não se trata apenas em trabalhar o futuro de florestas, rios e animais. É preciso que a humanidade compreenda que agindo de maneira irresponsável, poderá estar incluída na lista de espécies ameaçadas de extinção. Pode ser, entretanto, caso tenhamos sorte e sustentado pela Teoria da Evolução, que daqui a centenas ou milhares de anos, tenhamos uma nova aparência, evoluindo para uma nova raça humana. Desta forma, mesmo considerando a eventual possibilidade de sobrevida dada através de alguma tecnologia, o fim do Homo sapiens será inevitável. Por outro lado, o fato é que existe, como sempre existiu, uma chance para o planeta. Este não sucumbirá às elevadas concentrações de CO2 na atmosfera e muito menos à devastação das florestas e poluição de rios e mares. De alguma forma ele se ajustará às perturbações causadas pela “sociedade moderna”, mas depois que esta mesma sociedade se autodestruir, ele se recuperará afinal. A Terra já passou por situações muito piores e se restabeleceu. Sorte dela!

Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais…os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento”. (Charles Darwin) poluicaoatmosferica012





NEANDERTAL Visita (Novamente) o Pico do Itacolomi (Ouro Preto)

1 11 2008

No dia 01 de Novembro de 2008, os excursionistas e membros da equipe NEANDERTAL, Maurício e Matheus, realizaram uma nova investida sobre o Pico do Itacolomi (Ouro Preto/MG). Desta vez, contando com um grupo bastante animado e com muita força de vontade, além dos dois, fizeram ainda parte da empreitada: Belisa, Ana e Elisângela.  Tendo iniciada a caminha por volta das 09:30, até poucos minutos antcederam à partida, o grupo ainda não estava tão certo assim de que valera a pena por o pé na trilha em função da forte chuva ocorrida em Belo Horizonte, assim como de um tempo ainda instável que ameaçava chuva a qualquer instante. Somente após chegada ao ponto de partida é foi unânime a decisão de enfrentar o desafio. Foram ceca de 3 horas atés o pé do pico. Neste trajeto era praticamente impossível se ver algo após uma distância de 50 metros. Ventava muito, principalmente no ponto mais alto, e foi constante a presença de uma fina garoa que dara a caminhada um certo aspecto de suspense. Como proposta da caminhada, todos os participantes levaram consigo, sacos plásticos para a coleta de lixo que foram deixados por outros visitantes do parque. Dentre a imensa variedade que compunha o resíduo coleta, destacaram-se: garrafas pets, papéis de balinha e latas de cerveja e refrigerante. Durante o regresso, em uma parada às marges de pequeno curso d´água sobre lejeado, em local onde é frequente a visita de pessoas da comunidade local, é que foi encontrada a maior quantidade de lixo, onde, além dos resíduos citados, também foram encontradas garrafas de cerveja, pacotes de salgadinhos, lata de leite condensado etc. A cerca de 1 hora do final da caminhada a neblina deu trégua e foi possível observar os enormes paredões que formam verdadeiras muralhas como que protegessem, inutilmente, o acesso de pessoas àquele santuário ecológico que deveria estar protegido. Durante todo o percurso foram tiradas algumas fotos da natureza local, assim como uma que retrata bem o já citado descaso. Aproveite e vjea também dois vídeos grávados e datados de 01.11.08 através dos links na lateral esquerda do vídeo (VÍDEOS). Agora, você que já teve a oportunidade de constatar os dois extremos do parque e não está nada contente com o descaso com que algumas pessoas têm tratado a natureza, denuncie, mande uma mensagem para a Prefeitura de Ouro Preto através do seguinte link: http://www.ouropreto.mg.gov.br/faleconosco/.