ATENÇÃO – Esta é não é a versão final deste POST. Brevemente, vídeos, fotos e comentários adicionais irão compor o mesmo.
No dia 10.10.2009, um grupo de três pessoas dera início aquela que seria uma de suas maiores aventuras. Ás 13:00, eu (Maurício Guimarães). Hernrique Borges e nosso guia, Petherson estávamos deixando a portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Petrópolis/MG, rumo a uma travessia que iria durar 3 dias, terminando na portaria do mesmo parque só que em TeresópolisMG.

Uma caminhada de cerca de 28km simplesmete do CARAL…
Considerada como uma trilha de nível “pesado”, no primeiro dia levamos cerca de 4h30´ até alcançarmos nosso primeiro objetivo que seria a Pedra do Açu, uma imensa formação rochosa composta pelo cruzeiro de mesmo nome e seus gigantes. Um frio da P… lá em cima. Felizmente dera tempo de montarmos nossas barracas ainda com alguma luz. Toda subida até este ponto foi debaixo de um fino chuvisco que duraria até a manhã do dia seguinte. De subidas intermináveis, sendo uma das paradas muito muito apropriadamente chamada de “Graças à Deus”. Nesta primeira noite noite saboreamos um delicioso miojo e claro, não poderia faltar um atum ou salsicha em conserva. Não foi uma noite muito fácil, pois ainda sentia em minhas pernas…isso mesmo, nas duas, as dores das caimbras que tive nos trechos finais da subida.

No dia seguinte, quem diria, um céu azul muito bonito que nos permitira apreciar a belíssima paisagem do alto da serra. Com nuvens sob nós, era possível avistar a ponta do Dedo de Deus e uma série de outras formações rochosas que nos circundavam. O dia prometia! Pois é, prometia, no passado mesmo, pois pois “>nem bem havíamos partido para o segundo dia de caminhada, por volta das 09:00, e o tempo estava nebuloso como o primeiro dia, mas sem chuva. Muito pouco podia ser visto naquelas condições. Felizmente as caimbras parecia ter desaparecidas. Neste dia tivemos que cruzar por muitos obstáculos que caracterizariam este trecho como o mais técnico da travessia. Logicamente não poderiam faltar as intermináveis subidas, tanto em trilha como em imensos lajedos, mas deta vez também tinham descida nos mesmos terrenos. O que mais mais surpreendera, contudo, neste dia, seriam algumas descidas com corda, subidas em escadas fixadas na rocha, como no caso do “elevador” e um tal de “cavalinho” que era uma rocha atrevessada na trilha que era transposta através do uso de corda. Depois daí era só alegria, pois faltavam poucas centenas de metros até nosso segundo objetivo…a Pedra do Sino. Apresentando em seu cume a cota altimétrica de 2.263m acima do nível do mar a paisagem de lá era simplesmente…simplesmente…inacessível. Infelizmente não era possível se avistar absolutamente nada. Além do forte vento lá em cima, também experimentamos um frio de rachar os ossos. Mas tudo bem…tava valendo. Depois de mais 20 minutos desde o cume já estávamos no Abrigo 4, a última parada antes do fim da trilha. Tendo chegado lá por volta das 15:00, completamos, portanto, o 2o. dia, a caminhada de cerca de 7km em 6h. Chegando lá arrumamos novamente nossas barracas e lá pela 18:00 já estávamos embarcando naquela que seria nossa última noite na Serra dos Órgão.

No terceiro dia, às 06:00 já estávamos todos de pé arrumando nossas tralhas para as descida final, um trecho de cerca de 14 km que nos levaria até a represa já nas proximidades da portaria do parque em Teresópolis. Tendo deixado o Abrigo 4 às 08:00, desta vez vez batemos todos os recordes (Rsrsrsrs)! Completamos o trecho em 2h40´… quase correndo. Uma vez tendo alcançado o Abrigo 4 tão cedo, até que passou pela nossa cabeça que pudéssemos concluir toda travessia ainda no segundo dia. Mas a verdade, é que apesar do “curto” tempo de descida, não contávamos, naquele momento, com nosso melhor preparo. Além do mais um noite de despedida caberia muito bem para encerrar com chave de ouro.

O saldo da Travessia da Serra do Órgãos pode se resumir, tanto na árdua, mas gratificante tarefa de concluir todo o percurso, o que consequentemente tem a ver com a oportunidade de redescobrirmos nossos limites, bem como de algumas amizades feitas durante o trajeto. O nosso Guia, o colega Petherso, é uma pessoa excelente, de fácil acesso e um pique inesgotável (aquela mochila gigantesca já fazia parte dele).

Referências para este passeio:
http://www.icmbio.gov.br/parnaso/
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